Dando Nota

Rodrigo Alves

A Virada virou

Publicado no Jornal de Piracicaba em 29 de maio de 2015
Caderno Cultura – Página 2

Mesmo ciente da repetição e do risco em cansar o leitor ao bater na mesma tecla, o assunto da semana é a Virada Cultural Paulista. Por mais que tenha me esforçado, ela não sai da minha cabeça. Piracicaba recebeu o evento no último fim de semana e a empolgação foi geral para o que assistimos, ouvimos, dançamos, curtimos, presenciamos, enfim, vivenciamos.

Sou cadeira cativa da Virada na cidade, participei da cobertura jornalística da primeira edição (como repórter do JP) e passei, depois, a me dedicar ao trabalho de divulgação, o que considero um voto de confiança da Secretaria Municipal da Ação Cultural e um presente profissional. Mesmo atarefado com o atendimento à imprensa, nunca abandonei o meu olhar de espectador do evento e tenho vivido situações únicas a cada ano.

Encerrada a maratona de 2015 na cidade, há também a opção de comparecer em Campinas e Santa Bárbara d’Oeste, dois municípios-sede mais próximos, com a programação nos dias 30 e 31.

Só posso afirmar que a Virada, em Pira, literalmente vira e, a cada edição, chega mais forte. Quem assistiu a uma das 45 atrações se identificará com pelo menos um dos tópicos abaixo, em que tento mostrar, de forma breve, o porquê a Virada virou.

– A Virada virou porque foi uma grande “jam session” entre A Banda Mais Bonita da Cidade, Dona Zaíra e Móveis Coloniais de Acaju; com Zeca Baleiro e Bárbara Eugênia improvisando Cadê Você, de Odair José; e Emicida convidando rappers da região para duelo no palco.

– A Virada virou com a “malemolência” dos Móveis Coloniais de Acaju, que tiveram, literalmente, o público nas mãos.

– A Virada virou, de novo, com os Móveis Coloniais de Acaju saindo do palco e se misturando ao público.

– A Virada virou com o repertório de Zeca Baleiro, com direito a Zé Ramalho e uma verdadeira adoração à guitarra em Heavy Metal do Senhor.

– A Virada virou uma grande festa para os integrantes das bandas, que circularam livremente entre o público, chegaram antes de seus próprios shows e permaneceram depois, aproveitando o que a cidade tem a oferecer.

– A Virada virou com as várias sessões de autógrafos das bandas, ao final de seus shows, fazendo poses para selfies e tratando os fãs com carinho.

– A Virada virou nas redes sociais, com fotos, vídeos, likes e postagens.

– A Virada virou porque artistas locais foram contemplados nas artes plásticas, na música, no teatro ou em outras áreas da cultura.

– A Virada virou, de novo, ao proporcionar pelo quinto ano o Palco 2, onde grupos musicais apresentassem seu repertório.

– A Virada virou porque a segurança no Engenho foi exemplar.

– A Virada virou, mais uma vez, na pontualidade das atrações no Teatro Erotídes de Campos e nos Palcos 1 e 2, no Engenho Central, graças a uma equipe madura e coesa, que não parou um minuto.

– A Virada virou porque as parcerias estiveram presentes em mais uma edição. O Sesc Piracicaba é o grande exemplo: Feira de Vinil, contação de histórias, banda The Broken Toys e muito mais.

– A Virada virou com um público civilizado, que soube aproveitar a programação e respeitou o espaço do outro. Sem tumultos, algazarra ou brigas.

– A Virada virou porque teve gente de todas as idades circulando dia e noite por parques, praças e diferentes palcos.

— A Virada virou porque é uma grande festa, já incorporada ao calendário da cidade e abraçada por todos.

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Publicado às 29 de maio de 2015 por em Opinião e marcado , , .

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#piracicaba250anos #PiraParade #Piracicaba250anos Festa na roça #piracicaba250anos Jornalista sendo jornalista até no bar! Eu pagando de tímido e sendo flagrado no Leblon Janelas do Tempo, exposição aberta hoje na Acipi, promovida pela Câmara de Vereadores de Piracicaba, para comemorar os 250 anos da cidade. #piracicaba250anos Como é bom ser criança! Lorenzo empolgado com a coleção de minions! Aquecendo com a #MinhaOSP
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