Dando Nota

Rodrigo Alves

Sorridentes são os ecos do riso

Foto: Dirso Barelli

Foto: Dirso Barelli

Paulo de Tarso Porrelli*

No olho do furacão desse gigante acontecimento de quase meio século, que é o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, eu pude sentir à flor da pele e enxergar nitidamente a equidade no trato das corretas políticas públicas ora fomentadas pela Secretaria da Ação Cultural da Prefeitura Municipal. A secretária e educadora Rosangela Camolese denota sinergia e vigor no batente, em uníssona voz e sintonia com a sua dedicada equipe. Isso tudo é excelente para as artes e a quem nelas investe. Melhor ainda para o público, que se vê cada instante mais próximo de produtos culturais muitas vezes gratuitos; sem o menor detrimento à qualidade no processo das suas feituras.

A jornalista Leda Baptista Pasta, veterana editora na Rede Globo São Paulo, atuando agora no Bom Dia Brasil, disse-me na abertura do Salão de seu “encantamento pela paixão do piracicabano por sua cidade”. Sabedor desse espírito pátrio, o prefeito Gabriel Ferrato mantém pulso forte nesse e noutrosfronts na “Terra do Oscar do Humor”. Ademais, Piracicaba é cidade-berço doutras importantes iniciativas benéficas às comunidades.

O Jornal Hoje da Rede Globo, que tem como editora-chefe Teresa Garcia; o telejornalismo do SBT, sob direção nacional de Marcelo Parada, e as tantas mídias impressas, digitais e eletrônicas têm mostrado que: 55 países, 576 artistas, 2.562 trabalhos inscritos são números que traduzem a importância geopolítica desse evento sem fronteiras. Pessoas de toda parte se divertem no Salão. São as artes gráficas a promover reflexões e gargalhadas em tempos de cólera. E nessa reunião de gente que gosta de gente… A posteridade agradece.

E o engajamento é geral. Secretarias Municipais todas e Fundo Social de Solidariedade seguem juntos na realização. Neste ano os deficientes visuais estão contemplados na graciosa mostra de Micro Contos, com os textos transcritos no alfabeto Braille. Aliás, a inclusão social e a prestação de serviços aos cidadãos são as meninas dos olhos da incansável primeira-dama Selma Aguiar Ferrato.

No ritmo e tempo-espaço do Salão, tivemos há pouco, de 28 a 31 de agosto, a sétima edição do Festival Paulista de Circo. Palhaços e outros valentes das lonas, cordas bambas, globos da morte, pernas de pau e trapézios agora têm a ‘Noiva da Colina’ – carinhoso codinome de Piracicaba – como palco imprescindível à agenda circense que roda o Planeta. Talentos infantis vão sendo também despertados através do Salãozinho de Humor. E a “Caminhada com Humor” chegou ao terceiro ano, aumentando substâncias saudáveis para mente e para o corpo.

Vale reiterar aqui o fato: o Salão Internacional de Humor de Piracicaba estratifica-se como vitrine positiva a agências de propaganda, patrocinadores e demais parceiros ou apoiadores. Destaca-se também a magia de o evento acontecer no Engenho Central, à beira das corredeiras do Piracicaba – rio famoso nas vozes e letras de compositores, instrumentistas e cancioneiros como o mato-grossense Almir Sater. O Engenho Central é um espaço multiuso que, com o seu belo Teatro Erotides de Campos, revela-se um efervescente complexo de lazer; patrimônio universal dos piracicabanos.

A “Capital Mundial do Humor” é hoje marca-maior da profícua produção cultural caipiracicabana. Isso vem potencializando afluxos turísticos dentro e fora do período do Salão. Analogamente, visitamos Gramado/RS e de lá saímos com souvenires do Festival de Cinema. Vamos até London/UK e voltamos daquela linda parte do continente europeu com um mini Big Ben ou um postal da National Gallery. Então, é justo recordar Piracicaba vestindo camisetas ou tomando chás em canecas estampadas com motivos que tragam à mente as boas lembranças deste solo fértil às sementes do humor.

Contudo, é bom que se diga como valeu enfrentar a estiagem dos cinzentos anos da ditadura com a doce realeza dessas formas de livre expressão que são os cartuns, as charges, as tiras, os quadrinhos, etc. e tais.

Bem! No picadeiro da vida, como na letra da canção “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, eternizada pela intrépida pimentinha estrelar Elis Regina: “a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar”.

Mãos à obra time do humor. Vem aí o 42º Salão. O presidente da comissão organizadora, em 2015, será o vibrante radialista e empresário Jairinho Mattos.

* Paulo de Tarso Porrelli é jornalista e membro do júri de seleção do 41º Salão Internacional de Humor de Piracicaba

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