Dando Nota

Rodrigo Alves

Uma vida dedicada à música clássica

A entrevista abaixo é o resultado do esforço coletivo. A história começa com Rodrigo Guadagnim, editor da Revista Nossa, em Rio das Pedras, que há muito tempo falava da vontade em entrevistar André Micheletti. No final de 2013, quando ele fez o convite para que eu realizasse o trabalho, aceitei de imediato. Já havia participado de forma mais intensa, no passado, do processo produtivo da publicação e também tornei-me um grande admirador do casal Micheletti (André e Mayumi), a partir do Festival Internacional de Música Erudita de Piracicaba. André aceitou de imediato, mesmo com uma agenda apertada de concertos e aulas, e entre muitas trocas de e-mail, entendeu a proposta. A ideia era um encontro pessoal, fazer um ensaio fotográfico, bater um papo, ir até São Paulo, onde reside atualmente. O tempo foi “apertando”, houve “choque de agenda” e as perguntas foram enviadas por e-mail. Ainda assim, André respondeu em menos de 24 horas, com depoimentos marcantes (e, sim, muito emocionantes). Passada essa fase, um dilema: não havia fotos suficientes – e com qualidade – para estampar a capa da revista. Surgiu, mais uma vez, uma colaboração e tanto, a de Marcelo Batuíra Losso Pedroso, diretor do Jornal de Piracicaba, que gentilmente forneceu parte do acervo da empresa. Também houve a colaboração da editora-responsável Ude Valentini, e do repórter fotográfico Nilo Belotto, autor das imagens que ilustram a revista. Eles me atenderam na redação do JP e selecionaram com muito cuidado os melhores cliques de André. Não posso esquecer da colaboração primordial de Mayumi, esposa de André, a quem admiro muito, e da designer Fabiana Pizzo, responsável por dispor, de forma harmoniosa, o conteúdo da revista. Se preferir acessar as páginas da forma como sairam na revista, criei esta galeria de fotos. Basta clicar nas imagens. Espero que gostem das linhas abaixo.

Por Rodrigo Alves
Especial para a Revista Nossa
Janeiro de 2014

A música clássica é uma extensão da vida de André Micheletti. Nascido em Piracicaba e criado em Rio das Pedras, o instrumentista até pensou em seguir carreira na medicina. A paixão pelo violoncelo falou mais alto. Depois da faculdade em Campinas, ele seguiu para os Estados Unidos. Em Chicago fez o mestrado e, em Indiana, cursou o doutorado. A vida no exterior não foi fácil, mas com o apoio da esposa Mayumi, não desistiu dos sonhos. Levou consigo o aprendizado nos primeiros anos de vida, proporcionado pelos pais Tarciso e Catarina, além do avô materno, Guido Giovanini, que tocava violão. Hoje, sua rotina é apertada: é violoncelista de uma das orquestras mais respeitadas no país, a Bachiana Sesi Filarmônica, regida pelo maestro e pianista João Carlos Martins. Dedica-se à docência, por acreditar na democratização da música erudita. Está à frente da coordenação pedagógica do Instituto Fukuda, na capital, e do Feimep (Festival Internacional de Música Erudita de Piracicaba), cuja proposta é proporcionar o desenvolvimento pessoal e profissional de novos músicos. Ainda em sua terra natal, assumiu em 2013 a regência da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, depois da morte do maestro Egildo Rizzi, seu ex-professor. Atualmente com residência fixa em São Paulo, dá aulas na Escola Municipal de Música de São Paulo, no Instituto Baccarelli, sediado na comunidade de Heliópolis, e em duas faculdades. Pai de Jun, sente um orgulho danado ao ver que o garoto de 11 anos possui a mesma determinação para os estudos musicais. Sem esquecer das raízes, André cita as aulas de teatro na Escola Macone e no Cedac (Centro de Ação Comunitária). Nesta entrevista à Revista Nossa, André também se mostra grato aos amigos rio-pedrenses, que cultiva desde a infância. 

Quem mora em Rio das Pedras o considera rio-pedrense. Mas quem é de Piracicaba, lhe classifica como piracicabano. Digamos que você é um cidadão das duas terras. Mas, de fato, onde nasceu?
Sou piracicabano, nasci na Santa Casa de Piracicaba. Na minha infância senti-me mais rio-pedrense, pois meus pais mudaram para Rio das Pedras quando minha irmã Angélica e eu éramos bem pequenos. Porém, aos 14 anos, quando mudei de colégio e passei a estudar em Pira, minha vida todo ficou focada lá, na Empem (Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle) e no Colégio Dom Bosco. Só dormia mesmo em Rio das Pedras. Hoje, depois de tanto tempo, realmente me sinto piracicabano, mas tenho Rio das Pedras no meu coração e divido parte de minhas férias entre as duas cidades.

Você estudou na escola pública de Rio das Pedras? Até qual série?
Estudei no Macone (Escola Estadual Professor Manoel da Costa Neves) até o início da sétima série. Eu amava lá… Lá eu me apaixonei pela primeira vez, foi muito marcante. Sou eternamente grato aos que me orientaram durante este período, que foi crucial para a formação de caráter. O respeito que tínhamos pelos nossos professores, e vice-versa, era muito grande. Mesmo rotinas que pareciam esdrúxulas, mostram-me hoje importantes, como o culto à bandeira às sextas-feiras. Sou grato aos meus colegas, à diversidade que tínhamos e a não distinção de classe e cor.

Do que se recorda desse período (amigos, professores, passagens marcantes) da infância e da adolescência em Rio das Pedras?
Olha, eu sempre fui antissocial, minha infância em Rio das Pedras foi, em parte, a época de descobrir a ler e a estudar. Meus amigos eram o Pablo Ganassim (ele mora a quatro quarteirões do meu apartamento aqui em São Paulo e esteve com a esposa e o casal de filhos na semana passada), o Fábio  Rabelo, meu primo Allan Giovanini, Rosiane de Gaspari, Flávia Gaioto, Djalma, Fernanda, tantos outros… Não posso esquecer que, sempre que pude, voltei para cortar cabelo com o Arlindo ou a Cláudia, que estudou também comigo. Professores marcantes: dona Cida e meu tio Guidinho, o Lino Guido Giovanini, adoro matemática até hoje! O seo Walter, professor de educação física e que treinava o time de handball da cidade, como eu gostava e como posso garantir que foi importantíssimo para meu desenvolvimento pessoal. Não posso esquecer que eu adorava teatro, seja declamar no colégio ou os teatrinhos no centro espírita (Cedac). Ainda hoje, agradeço as oportunidades no palco para declamar no Macone, ou ao teatro do Cedac e ao handball, que aprendi a adorar com o seo Walter. Essas três coisas que parecem ser irrelevantes, foram de suma importância para mim. Sem elas acho que eu não teria capacidade e estrutura de enfrentar o palco hoje em dia. Sou muito grato a essas oportunidades que me foram dadas. Cultura e esporte são essenciais na formação do ser humano.

Retorna com frequência para visitar os pais?
A vida é corrida. Esta semana, por exemplo, já viajamos bastante. Cheguei esta manhã do Rio de Janeiro, semana que vem vou pra Ribeirão, na semana passada estive três dias em Campinas. Tudo isso conciliando minhas atividades em São Paulo, então, o tempo que me sobra e posso ir para Pira e Rio das Pedras, eu vou.

Quais foram as amizades preservadas, entre idas e vindas?
Pablo Ganassim, Allan Giovanini e falei algumas vezes, mas não consegui encontrar ainda, a Rosiane de Gaspari.

Seus outros irmãos, Angélica, Cláudio e  Mariela, também se dedicam profissionalmente à música. De quem veio e como foi esse incentivo na família?
Meus pais, por influência de meu avô materno, Guido Giovanini, que tocava violão. Foi do interesse pela música da família Giovanini que conheci o maestro Rizzi, então amigo da família. Ele foi meu professor de harmonia e contraponto. É por conta dele que hoje dedico parte de minha carreira à Orquestra Sinfônica de Piracicaba. No dia 23 de dezembro, estaremos três de nós tocando juntos no Teatro Municipal Erotides de Campos, em Piracicaba. Cláudio e eu faremos o concerto duplo de J. Brahms e a Mariela tocará na orquestra. A Angélica não tocará, pois não há piano neste tipo de programa.

Como você escolheu o violoncelo?
Eu ficava olhando a sala dos cellos e achava o máximo. Hoje sei que o que me moveu a escolher violoncelo foi o som do instrumento, grave e sério, poucos acham que eu sou assim, mas no fundo é a minha essência, um prolongamento do meu ser. Na verdade, a maneira mais sincera que eu consigo me expressar.

Ainda sobre a família, sua esposa, Mayumi, está na área e também seu filho Jun, de 11 anos, tem seguido esses passos. De que forma ele decidiu iniciar na música e como é trabalhada a questão com ele?
Ontem à noite (sábado, 30 de novembro), Mayumi e eu tivemos concerto da Bachiana Sesi Filarmônica, com o João Carlos Martins, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nosso voo atrasou umas duas horas, então Mayumi e eu perdemos a apresentação do Jun no Instituto Fukuda. Ele entendeu, mas deu pra ver a frustração… Isso resume que a música nos une. O Jun adora violoncelo e piano, além de teatro (novamente aqui esta atividade que acho essencial).

Quem foram seus grandes mestres na música erudita, que contribuíram para a sua formação inicial?
Na Escola de Música de Piracicaba, o casal Mahle (Ernst e Cidinha), Érico Amaral, Diva de Castro, dona Dirce, Monica Foster, entre outros. O maestro Rizzi, em Piracicaba, foi outra figura marcante na minha formação. Porém, tudo começa dentro de casa. Minha mãe e meu vô Guido, que tocavam piano e violão, respectivamente, sempre tocavam para nós, e vice-versa. O Claudinho era o mais ativo, o moleque era plugado no 220 com música!

A decisão de seguir profissionalmente na área, estudar música em São Paulo e depois o mestrado e o doutorado nos Estados Unidos não devem ter sido fáceis. Descreva essa trajetória.
Quando comecei a faculdade foi um choque. Naquela época, a Escola de Música de Piracicaba nos proporcionava uma formação melhor que as três faculdades estaduais, sem demagogia nenhuma digo isso. Na primeira fase de minha formação, a EMP (hoje Empem) foi a de maior relevância. Depois, um pouco antes de ir para a Unicamp e concomitante ao meu curso de graduação, comecei a frequentar a Escola Fukuda, que realmente me impulsionou, passei a ter aula com o Ricardo Fukuda, na época ele tinha uns 25 anos e já era concertino do Teatro Municipal de São Paulo, ele me ajudou muito. Quando me formei, continuei meus trabalhos com Fukuda e depois de tocar na Orquestra Experimental de Repertório com o maestro Jamil Maluf (olha aí, mais um piracicabano!) e na Jazz  Sinfônica, fiz concurso a posto de primeiro violoncelo na Orquestra de Câmera da Unesp, que acabara de ser formada. Foi meu emprego até ir para Chicago, fazer mestrado. Voltei depois de dois anos e assumi o posto de concertino no Teatro Municipal de São Paulo, de onde saí para fazer doutorado na Universidade de Indiana que, modéstia à parte, é talvez a maior escola de música do mundo.

E a rotina no exterior, como foi?
Não foi nada fácil. Em Chicago, Mayumi e eu moramos num estúdio, uma quitinete. O dinheiro mal dava para o aluguel. Ela fazia baby-sitter para os filhos do Alez Klein, então oboísta da Chicago Symphony. Nunca comíamos fora, só o necessário. Muitas vezes, enchemos a barriga com amostras de supermercado. Lembro-me de quando ela estava grávida do Jun: “Vamos dar mais uma volta (no supermercado), ainda estou com fome…”, ela disse. Hoje é engraçado, mas era desesperador. Mesmo em Indiana, não foi fácil, mobilhamos o apartamento com móveis do lixo, claro que era um lixo diferente, mas muitos orgulhosos se recusavam, nós não! E sabe todas aquelas filas de mendigos americanos que se vê em filmes? Para pegar sopa ou comida que os supermercados não venderiam mais? Então, entramos em todas elas, sem pudor e com muito orgulho eu digo que passamos por tudo isso, pois acreditamos no que precisávamos, no que estávamos ali para fazer.

Depois de ter iniciado o curso na Unicamp, abandonou a graduação em música para tentar a medicina. O que motivou essa mudança?
Eu desisti algumas vezes, cheguei a deixar a faculdade de música em 1995 para fazer medicina, mas no final era impossível naquele ponto de minha vida a ruptura com a arte. Francamente, depois de ter estudado na Escola de Música de Piracicaba daquela época, ter feito os festivais de música que havia feito, não dava. Eu não gostava do nível, apesar de meu professor de violoncelo na Unicamp, o Antonio Lauro Del Claro (que é um dos maiores violoncelistas brasileiros de sempre), ser uma figura marcante na minha formação. Na verdade fui pra lá por ele ser o professor de violoncelo da Unicamp, só isso. Só terminei por conta da mesma coisa. Então, eu pensei em fazer medicina muito mais por desespero de cursar uma faculdade, não por vocação. Mas teria, sim, vontade de ter mais uma vida pra ser médico.

Desde quando você reside em São Paulo? O que pesou para que saísse de Piracicaba?
Tudo o que faço é em São Paulo ou saio daqui com a orquestra (de ônibus ou avião). Distância e pegar a estrada constantemente foram os fatores. Adoro Piracicaba, já pensamos “n” vezes em voltar, mas racionalmente é inviável. Eu ficava mais tempo no carro, do que vivia.

Como é sua rotina de trabalho hoje? Participa de quais orquestras e dá aulas em quais institutos?
Sou violoncelista na Orquestra Filarmônica Sesi-SP, regida pelo maestro e pianista João Carlos Martins; professor de violoncelo na Escola Municipal de Música de São Paulo; no Instituto Baccarelli, e em duas faculdades: Mozarteum e Cantareira. Também sou coordenador pedagógico e professor no Instituto Fukuda, onde trabalho com meu ex-professor, o Ricardo Fukuda, além de tocar muitos solos com diversas orquestras pelo Brasil e de manter um trio com Véronique Mathieu (Canadá-EUA) e Jasmin Arakawa (Japão-EUA). Desde 2010 tenho feito o coordenação pedagógica do Feimep (Festival Internacional de Música Erudita), além de ter assumido a Orquestra Sinfônica de Piracicaba. Ou seja: 24 horas por dia sete dias por semana!

Como é o trabalho na coordenação artística e pedagógica do Feimep, que além da formação de público também se preocupa com os estudantes?
Sem demagogia, é uma proposta incrível a democratização da música erudita. O que foi conseguido nestas três edições é muito mais do que imaginam. O Feimep já é copiado, já é referencia e incomoda aqueles que querem manter a elitização da cultura e educação. Novamente graças ao esforço da secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolesi, e do diretor do Jornal de Piracicaba, Marcelo Batuíra. O corpo docente se doa, vem muito mais pelos laços de amizade que tenho com eles. Acabei de falar com um dos maiores violoncelistas do mundo, o russo radicado nos EUA, Dimitry Kouzov, professor na Universidade de Illinois, que quer ajeitar a agenda para vir ao Feimepi no próximo ano.

Em julho, durante o Feimep, você assumiu oficialmente a regência da Orquestra Sinfônica de Piracicaba (OSP). É uma nova área que começa a explorar em sua trajetória artística. Quais são os desafios?
Meu desafio é de transformar a OSP em um corpo estável, que possa contribuir para a produção cultural brasileira e disseminar o nome de Piracicaba cada vez mais, não só como celeiro formador de músicos, porém, como mantenedora e produtora de música erudita de alto nível por todos os cantos.

Pela vivência que possui em outros países, você acha que faltam incentivos para a valorização da música clássica no Brasil? O que poderia ser feito para contribuir com o processo pedagógico?
É triste ouvir que um projeto pedagógico acabou por falta de verba, triste! Música, que tornou-se um produto para projetos sociais de fachada, é algo sério, formador de caráter e personalidade. Pela proximidade com a retórica, coloca o ser humano a questionar. No Quadrivium, lá estava ela, acima da própria retórica, que fazia parte do Trivium, na antiguidade grega era parte da mesma matéria, não havia distinção entre matemática, música e filosofia, não que se confundisse, elas eram o mesmo tronco. Hoje, com a indústria do entretenimento, ela é mero instrumento de diversão e lazer… Música séria é uma atividade essencial e que sem a qual a sociedade padecerá.

Em cidades menores, como Rio das Pedras, o que pode ser feito para estimular o surgimento de mais talentos artísticos, em especial a música?
Que se cultive o estudo, mas há que se dar o acesso a concertos e, mais do que isso, não subestimar a criança. Por conta de nós não entendermos algo, achamos que elas não compreenderão, falso pensamento. Minha experiência de dar aulas dentro de uma comunidade em São Paulo, no Instituto Baccarelli, que tem sua sede na comunidade de Heliópolis, mostra que dando acesso à informação, formação e frequentar concertos, transforma-se uma sociedade. Muitos dos alunos são premiados em concursos pelo Brasil afora e temos uma das melhores orquestras jovens da América Latina. Alguns ex-alunos moram e estudam em grandes centros mundiais como Israel, Estados Unidos, Alemanha. Não que esses alunos sejam provenientes desta comunidade carente, porém, a ação deste instituto fez com que jovens do Brasil inteiro se transferissem para São Paulo, para uma comunidade carente, para estudar música! É o caminho inverso… Novamente, que o estandarte do Feimep fique claro: “que se faça a democratização da música erudita, pois erudição e elitismo são contradições em termos!”

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Publicado às 18 de fevereiro de 2014 por em música, Piracicaba e marcado , , , , , .

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#PiraParade #Piracicaba250anos Festa na roça #piracicaba250anos Jornalista sendo jornalista até no bar! Eu pagando de tímido e sendo flagrado no Leblon Janelas do Tempo, exposição aberta hoje na Acipi, promovida pela Câmara de Vereadores de Piracicaba, para comemorar os 250 anos da cidade. #piracicaba250anos Como é bom ser criança! Lorenzo empolgado com a coleção de minions! Aquecendo com a #MinhaOSP A Arte em Bronze, exposição que será aberta nesta sexta-feira, 7, na Pinacoteca Miguel Dutra, às 20h, reúne obras de 34 artistas do Brasil e do exterior. Visitas até 29/7, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Entrada gratuita. #Piracicaba250anos
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