Dando Nota

Rodrigo Alves

Fentepira traz 21 atrações a Piracicaba

Teatro Erotídes de Campos, no Engenho Central, abriga maioria das peças - foto: Rodrigo Alves

Teatro Erotídes de Campos, no Engenho Central, abriga maioria das peças – foto: Rodrigo Alves

Companhias de artes cênicas de quatro Estados brasileiros se reúnem no interior paulista de 1 a 10 de novembro para celebrar a diversidade de estilos e linguagens. Este é o 8º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), que traz 21 atrações gratuitas a oito palcos da cidade, entre espetáculos de rua, adultos e infantis, debates e atividades paralelas. A realização é da Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) e entidades parceiras.

Distribuída em 10 montagens na mostra principal, cinco peças convidadas e seis ações paralelas, a oitava edição tem a maior parte das atividades concentrada no Engenho Central. Os espetáculos no local se dividem entre Teatro Municipal Erotídes de Campos, área externa entre os Armazéns 7A e 7B e no espaço conhecido como Capelinha. A Praça José Bonifácio, no Centro, transforma-se num grande palco a céu aberto em três ocasiões, a começar pela abertura oficial da programação no sábado (2), às 11h, com o espetáculo de rua As 4 Chaves, do Ventoforte Teatro, grupo com quatro décadas de existência sediado em São Paulo.

Com a filosofia de que o teatro deve ir ao encontro do público, a Semac estende as apresentações ao Teatro Unimep, na Universidade Metodista de Piracicaba, ao Ponto Arte Garapa, ao Colégio Piracicabano e ao Sesi Piracicaba, que reúne duas peças infantis e também uma espécie de ‘esquenta’ para a abertura. A instituição sediada na Vila Industrial recebe na sexta-feira (1), às 20h, a Pequena Companhia de Teatro, do Maranhão, com o espetáculo convidado Pai e Filho, livremente inspirado na obra Carta ao Pai, de Franz Kafka.

A secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese, lembra que o modelo do Fentepira inspirou outros seis eventos com formatos semelhantes. “Começamos com a Virada Paulista, em maio, para depois seguirmos com o Enacopi entre maio e junho. Nas férias a música erudita fica em evidência com o Feimep. Além desses, tivemos o Festival Paulista de Circo, em setembro, e o PiraDança, em outubro. Isso sem contar o Salão de Humor, entre agosto e outubro, que completou 40 anos. A cidade cresceu e a cultura acompanhou essa evolução. Hoje Piracicaba dispõe de infraestrutura para grandes públicos e oferece uma programação artística de excelente nível.”

PILARES – Incluído no calendário oficial do município, por meio da lei 6.072/2007, o Festival foi criado a partir de quatro pilares: a formação de público, o acesso a espetáculos, o estímulo à criação artística e o fomento da discussão sobre o fazer teatral. Diferente dos demais eventos do gênero no país, esta não é uma mostra de caráter competitivo e oferece ajuda de custo aos grupos conforme as distâncias de Piracicaba. As 10 montagens da mostra principal foram escolhidas entre as 217 inscritas de 15 estados brasileiros pelo ator e diretor Roberto Rosa, fundador da Cia. de Teatro Fábrica, em São Paulo.

“É um festival que, ao longo desses anos, alcançou repercussão nacional – basta ver a quantidade de espetáculos inscritos: 217, de 11 estados brasileiros, além de diversas cidades paulistas. Esta edição primará pela diversidade de estilos e linguagens, visando a apresentação de  um painel  da atual produção teatral brasileira. Entre os grupos selecionados há, em comum, a busca por uma identidade própria no campo da estética, da dramaturgia e do trabalho de ator”, contextualiza Rosa, que atuou na curadoria e coordenação de eventos como o Fórum Artístico do Interior, da CPT (Cooperativa Paulista de Teatro), e administra o Projeto Teatro nos Parques da CPT.

Após a apresentação dos 10 espetáculos da mostra principal, a plateia é convidada a participar de bate-papos com as companhias. Os encontros visam ao amadurecimento do público e permitem que os grupos tenham acesso a um olhar apurado sobre suas produções. Eles são conduzidos pelos integrantes da comissão debatedora, formada pelo próprio Roberto Rosa, pela atriz, dramaturga e professora de teatro Ana Souto e pelo doutor em história Alexandre Mate, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e integrante da comissão que define os finalistas para os prêmios Shell de Teatro. Mate também faz parte do time de debatedores do Fentepira desde 2010.

Duas atividades paralelas merecem destaque na programação: no sábado (2), às 16h, no Ponto Arte Garapa, ocorre a aula-espetáculo com o poeta argentino Ilo Krugli, discípulo de Frederico Garcia Lorca e fundador do grupo Sobrevento. No dia 5 de novembro, às 8h, os artistas locais seguem para São Paulo afim de discutir melhorias nos valores repassados pelo ProAC (Programa de Ação Cultural), durante audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

São apoiadores da oitava edição o Sesi Piracicaba, Tusp Piracicaba, Senac Piracicaba, Apite! (Associação Piracicabana de Teatro), Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Secretaria Municipal de Educação e Centro de Comunicação Social. A distribuição de ingressos para os espetáculos nos espaços fechados – no Teatro Erotídes de Campos, Sesi, Ponto Arte Garapa, Teatro Unimep e Colégio Piracicabano – tem início uma hora antes de cada atração.

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#PiraParade #Piracicaba250anos Festa na roça #piracicaba250anos Jornalista sendo jornalista até no bar! Eu pagando de tímido e sendo flagrado no Leblon Janelas do Tempo, exposição aberta hoje na Acipi, promovida pela Câmara de Vereadores de Piracicaba, para comemorar os 250 anos da cidade. #piracicaba250anos Como é bom ser criança! Lorenzo empolgado com a coleção de minions! Aquecendo com a #MinhaOSP A Arte em Bronze, exposição que será aberta nesta sexta-feira, 7, na Pinacoteca Miguel Dutra, às 20h, reúne obras de 34 artistas do Brasil e do exterior. Visitas até 29/7, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Entrada gratuita. #Piracicaba250anos
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