Dando Nota

Rodrigo Alves

Recordar é viver… e aprender também!

Rico Tavares e Carla Sapuppo, na 20ª Paixão de Cristo de Piracicaba, em 2009. Foto: www.guaranta.org.br

Rico Tavares e Carla Sapuppo, na 20ª Paixão de Cristo de Piracicaba, em 2009. Foto: http://www.guaranta.org.br

Ao ler hoje (01/4/10) a crítica que meu colega Marcelo Rocha fez sobre a 21ª edição do espetáculo A Paixão de Cristo de Piracicaba (publicada na primeira página do caderno Cultura do JP), acabei num papo rápido com ele sobre A Paixão no passado. Dos tempos de João Prata, da chegada de Dagoberto Feliz em meio às confusões e da gestão de Carlos ABC.

No tópico sobre benfeitorias na atração, concordamos em um ponto – que talvez pudesse ser mais observado pela Guarantã nos próximos anos. A dublagem é feita pelo próprio ator que interpreta aquele papel. E vamos confessar: alguns casos ficam péssimos, inaudíveis, graves demais etc.

Mas chega de rodeios e vamos ao assunto deste post (só assisti 11 minutos da 21ª primeira edição e não sou a melhor pessoa para fazer comentários neste momento).

É que na conversa com o Rocha, lembrei do barulhão que a saída de João Prata provocou. Cartas e cartas pra todos os jornais, gente reclamando e muitos protestos. Na época trabalhava em A Tribuna Piracicabana e havia acabado de pegar o meu diploma de jornalista. Foi vibrante – e inédito na minha profissão – cobrir tantos conflitos. Ainda mais em Cultura, que costuma ser “mais light” (forma como muitas pessoas se referem à editoria).

Quantos Cristos passaram depois de Thomaz Polla? O próprio sobrinho dele, Rodrigo Polla (diga-se de passagem, com uma excelente atuação na encenação de 2007), Rico Tavares (2009), Marcelo Torrezan (2006) e Ivan Ruy(2005).

Tivemos outras boas surpresas nestes cinco anos. Quem não se lembra da primeira Maria negra e de cabelos longos, interpretada por Thaís Dias em 2006, na época com 20 anos? O próprio João Scarpa, que já foi Judas, conseguiu imprimir um dos melhores Satanás que eu já vi na história da Paixão. E agora, está lá como diretor do espetáculo.

Não posso esquecer ainda da Carla Sapuppo, atriz que brilhou no ano passado como oradora da trama e no papel de Maria (antes foi também Madalena). A Guarantã também foi ousada ao colocar Rosiley Lourenço para interpretar Satanás (um papel antes só reservado a figuras masculinas).

Só conseguimos ver uma Paixão mais madura e mais ousada a partir de uma ruptura. Ela foi desastrosa no início, assustadora para alguns e existiam até aqueles que botaram olho gordo. Mas uma simples mudança, na época inclusive justificada como “contenção de gastos” pela secretária Rosangela Camolese, permitiu que a Guarantã desse a oportunidade para muita gente brilhar nos palcos naturais do Engenho Central.

Hoje, venho aqui recordar um pouco que vi, ouvi e presenciei de A Paixão. E acredito que seu exemplo serve de aprendizado para outros setores culturais da cidade, como o nosso Salão de Humor (Internacional), que vive a mesma fase: a saída de Zetti e a entrada de Eduardo Grosso diante de muitos protestos. Espero, num futuro próximo, mostrar que a rotatividade também será boa no meio cartunístico, assim como tem sido cenário de A Paixão.

Em tempo: se tiver mais 10 minutinhos e quiser “recordar” a polêmica de 2005, recomendo a leitura da entrevista com João Prata feita na época que trabalhava em A Tribuna. Clique aqui.

E se quer ler uma boa crítica do evento em 2010, recomendo o texto do meu amigo Marcelo Rocha na página de Cultura do JP!

3 comentários em “Recordar é viver… e aprender também!

  1. Pingback: Paixão de Cristo de Piracicaba evolui e 22ª edição supera problemas antigos « Dando Nota

  2. Rodrigo Alves
    25 de abril de 2011

    Putz Scarpa. Não tenho. Se você for assinante do Virtual Paper consegue acessar pela data (01/04/10) e imprimir o arquivo. Aguarde os comentários desse ano, atrasados, mas que vão chegar…

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  3. JOAO SCARPA
    25 de abril de 2011

    Ro, vc tem o link da materia do Marcelo Rocha???
    Ah, e na foto sou EU (de Joao Batista e a Carla Sapuppo). shaishaiusa

    Abç. querido

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Publicado às 4 de abril de 2010 por em Teatro e marcado .

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