Dando Nota

Rodrigo Alves

A violência por trás do trote universitário

trote2Na matéria que fiz para hoje, no caderno Tribos, há a discussão em torno do trote universitário. Fui às ruas para conversar com calouros nos semáforos, procurei por veteranos em repúblicas e ouvi o professor Oriowaldo Queda, co-autor do livro “Trote na Esalq”, além de ter consultado três universidades da cidade sobre o assunto. Todas afirmam que o trote é proibido dentro e fora das instituições e que o ato pode trazer punições ao seu praticante. Para o Ministério Público, trata-se de mero discurso, pois as instituições estariam sendo coniventes, já que na prática não tomam providências.

Nas repúblicas, tive dificuldades em conseguir declarações. Todos têm muito medo de falar no assunto e preferiram o anonimato, sob a alegação de que podem ser expulsos. Mas constatei algo interessante: muitos pais de calouros já não querem seus filhos nas repúblicas, temendo os tais “estágios” que ocorrem no decorrer do primeiro ano.

Busquei ilustrar o texto também com alguns exemplos de trotes praticados na Esalq, a partir do livro de Oriowaldo e citar casos polêmicos noticiados pela mídia.
Abaixo reproduzo o gráfico, cuja arte foi feita pelo Erasmo, chargista e ilustrador do JP.

A matéria está disponível no Dando Nota. Clique aqui.

trote
Abraço a todos e bom domingo!

Um comentário em “A violência por trás do trote universitário

  1. Waurie
    1 de março de 2009

    È no minimo uma aberração! Num país onde a ignorância prevalece em todas as camadas, diante de fatos grotescos, humilhantes e,totalmente sem sentido como esses, como podemos criticar nossos governantes – que não ocuparam as cadeiras universitárias, por atos da mesma monta?
    Que prazer doentio é esse que alguém poderia ter pela humilhação do colega?
    Quem são afinal, os ignorantes, os repugnantes, os arrogantes?
    Um trote saudável, que busque melhoria da comunicada, que coloque os calouros emcontato com as populações pobres em que as ações sejam convertidas em benefício para o próximo, seria aceitável e bem vindo. Isso sim, mostraria um progresso das cabeças que vão administrar nosso país num futuro não muito distante.
    Sinto-me desesperanços face a tais acontecimentos. Lastimável saber que esse é sim, um país tupiniquin.

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Publicado às 15 de fevereiro de 2009 por em Interrogação e marcado .

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